Primeira impressão



Serve para teste
É um protótipo
Um teste do nosso achismo
Uma experiência em nossas crenças onde a Fé
Essa tem a voz e a Razão
Essa precisa esperar pelo Tempo
Esse que traz com ele todas as Verdades
Essas as quais nem todos estão prontos em seus Relacionamentos
Esses que não duram após a prova dos nove.

A gente analisa
A gente julga.
Conceitualiza por cada detalhe
Mas sempre terminamos por romantizar as partes que nossos corações
Não aceitam.

É a teimosia em sua pura e saborosa amarguidão.
É na verdade dos dias, esses após de outros dias...
São esses dias, que colocam na cara da gente aquilo que o coração teima em não aceitar.
Coisas daquelas que a gente nunca espera.
Mas elas uma hora chegam.

Nem sempre para o bem.

Deixa o barco seguir.

Era tarde demais para correr do ciclo vicioso de evitar qualquer tipo de participação relevante na vida de qualquer terceiro. Como um novelo de lã, eu estava enrolada até o pescoço nas causas do desapego, da vida unitária, do indivíduo e suas questões próprias, e esquecida demais do que era incluir involuntariamente alguém no meio de tantos planos para o futuro.
A psicologia de Nietzsche, o número 7, a evolução da Nova Era, a maturidade dos quase 25, a infantilidade do não querer chegar, a ansiedade do não querer perder o meu eu tão bem talhado por anos, em sólida distância de sentimentos profundos - me mantive.
Alguns seres compostos por miocárdio, deixei ir; outros por boa cabeça, nem quiseram ficar.
Era tão sincero, viver como um ser, uma instituição, um organismo, completa, fechada, e única.
Não existiam encaixes ou pares para mim, e mesmo que se esforçassem bastante, algo parecia ter força bastante para me manter distante.
Deixei um ser muito ferido. Partido ao meio. Acho que foi uma das piores mortes que encarei em 2016, que acaba de começar. A morte de um vivo, que ainda vive, mas não para mim.
Suicida, escolheu partir sem aviso ou carta de até logo.
Nem disse o até nunca mais. Não disse nada. Talvez tenha noção do quanto isso tortura muito mais.
Eu vou seguindo. Distante. Como de costume. Fria, acusada por vezes injustamente, dessa vez me cabe.
De uma onda gigante de alegrias, o mar deixou na ressaca da praia, algumas conchas quebradas, furiosas e afiadas para meus pés passarem perto. De toda a ressaca, uma pérola se prendeu em minha roupa e ficou. A rapidez da onda não me permitiu decidir. Quando notei, estava com a roupa ornada de uma preciosa deixa.
O pior vem agora - parece que me tornei ladra do mar, por ter ganhado um de seus tesouros, mesmo que por acaso.
Mas diga? Quem não gostaria de ter pérolas em sua vida? Qual foi o meu pecado?
E se eu disser que a pérola se alojou justamente entre duas pedras que faziam o meu peito ser muralha? E a maneira que essa pequena peça brilhante influenciou as pedras a se afastarem um pouco, até criar fresta e o Sol entrar?
Algo mudou demais, e raras são as coisas que caminharam para melhor!
Um desequilíbrio evidente no meu muro, nas minhas redomas de segurança!
O que fazer? Como lidar? Como arrumar? Como devolver as coisas para seus lugares? Quem está habitando aqui dentro do meu peito? De onde vem essas vozes estranhas? Por qual motivo muitos reclamam? Por qual motivo maior ainda, uma voz se declara imersa nos pensamentos de me querer?
Tudo saiu do lugar.
Era tempo de sair, mas assim, num jogo de Resta Um, foi terrível.
Antes um lar, agora tenho uma casa vazia e vários móveis do lado de fora.
Hora de colocar tudo em seu novo lugar... Mas ninguém pediu mudanças assim, bruscas.
Eu só pensei em trocar o papel de parede, mas me arrancaram até os copos da cristaleira.
Tempo de redescobrir.
Redescobrir um coração mais humano, uma mente que deve confiar no outro, um estado psicológico pronto para não cair em paranoia competitiva e um espírito compartilhado.
Tudo com marcas de espancamento, mas ainda por existirem.
Mesmo com os roxos, as coisas vão voltar para seus lugares.
Então sem desespero, volte ao título deste texto.


luto.

Dos amores que adoravam Converse ao invés de Calvin Klein.



Afinal, o que tem levado aos namoros de hoje em dia?

Me recordo de um tempo em que as pessoas precisavam apenas dar as mãos, e um sim dito em dupla tornava-os um casal.
Era tudo tão simples, seguro, confiável, quase escolar, pois as cartas tinham as marcas dos cadernos daquele alguém, como algo subscrito "não esqueça de onde arranquei esta folha!".
O ato dedicado de escolher uma folha bonita, pedir para a amiga aquela folhinha que tinha decoração especial nas margens, para emoldurar uma cachoeira de palavras doces que a gente ficava lendo sem parar, até a carta ficar azul, de tanto que guardávamos nos nossos jeans sujos de caneta.
O treino do real significado da palavra "premeditar", pois era esse o verbo de esperar o momento perfeito para entregar aquelas escritas tão envergonhadas e quentes de carinho.
A reação do outro era imediata. Não tinha emoticons. Era ali, na hora.
Se não existia reação de quem recebia, o choro de quem entregara também era honesto, e jamais disfarçado com futuros atos de orgulhos transcritos em indiretas numa página online e muito menos com vácuos nas mensagens recebidas daquele que nos rejeitara anteriormente.
Não tinha selfie no bar depois de ouvir um não!
Tinha a gente se isolando na quadra esportiva da escola, ouvindo nosso Disc-Man de cabeça baixa. (clique se você nasceu depois de 1995)

Mas o que levava a gente aos atos românticos?

Era aquela dança na festa junina que sem querer, gelava a mão na hora de tocar seu par!
Era o próprio Disc-Man dividido no corredor, que deixava a gente com os rostos tão próximos que era possível enxergar o outro além do ver.
Era as revistas que a gente trocava. 
Era meu tênis allstar, cheio de correntes e tachinhas que eu mesma aplicava e te fazia me admirar como admirava suas deusas do rock.
Era minha vitória na educação física.
Aquele rolê no esquadro da bike numa tarde que tu passava lá em casa para tomar picolé de saquinho e manchar a camiseta com corante que pintava por 24 horas as mãos, língua, queixo, e qualquer coisa que encostasse nele. Era bom, manchar seu caderno. Era quase um privilégio. A certeza de que eu era especial.
Tinha o dia em que eu pintava o cabelo com papel crepom e você me achava mais legal que a magrela da oitava série. Mesmo ela usando sutiã e eu ainda não!

Existia uma simplicidade no gostar.

A gente namorava se você me deixasse riscar a capa de trás da agenda anual.
E era uma prova de estabilidade, pois ficaria ali por no mínimo um ano inteirinho.
A gente namorava se você me ajudasse na lista de exercícios de matemática.
Se passasse o intervalo comigo, numa sala quase vazia, só pra bater papo, cheio daquele silêncio de quem receia perder a chance de conquistar o outro por uma palavra torta.

Meu ciúme era quando a garota do outro turno pedia para você encher a squeezer dela e você aceitava. Ou quando você não fazia o trabalho de equipe comigo. 

E se pela tarde a gente se encontrasse na padaria? Sem querer? Eita arrependimento louco, de ter usado a camisa da feira de ciências do ano passado!!!
Eu poderia ter penteado os cabelos, né?
Mas não tinha como eu saber... não tinha WhatsApp, e não ligávamos para celulares, afinal a MTv era perfeita para passar a tarde vendo sem se preocupar.
Você ouvia Oasis? Ainda escuta? E o pôster que te dei? Ainda está colado no seu armário?
Diga se não foi o melhor presente da sua vida? Claro que foi!!!

Mas e hoje?

Hoje para namorar, você me cobra que não me atrase 5 minutos para encontrar com você no café!
Hoje você se importa se eu não retribuir com um emoticon frio aquele textão de amor que você postou para mim por pura necessidade de se convencer que me ama.
Eu li, gostei, mas queria que me dissesse quando estou com você, naquele silêncio que me sobra ao sono na rede.
Você nem gela mais para falar que me ama, porque acostumou a dizer isso como fim de ligações telefônicas pedindo para descongelar o frango.
Você hoje repara na minha calcinha bege, na minha foto no instagram, nos caras que curtem, nas minas que curtem e eu ainda converso. Diz que não são mulheres para mim.
Hoje você primeiro analisa se eu tenho uma visão incrível do futuro e se posso te facilitar algo.

Hoje você critica minha vida como se ela fosse a sua. 
Você bebe de enormes goles, todas as coisas boas e ruins que faço. As ruins com goles ainda maiores.
Hoje você decide por mim! Evita meus pais, meus amigos, meus rolês, ou qualquer coisa que simplesmente não consegue concordar. Você escorre.
Hoje, importa e muito que eu tenha carro, que eu more em Boa Viagem, que eu tenha uma calça jeans tamanho 36 e a cintura de violão.
Aquele meu cabelo colorido de antes, hoje ficaria lindo com a raiz natural e as pontas platinadas.
"Usa assim, amor. A menina da revista fez e você ficaria linda que nem ela." -Não.

Hoje interessa o bar que frequento, e se eu não fumo a mesma erva que você.
Importa muito se eu demorar para responder sua mensagem.
Importa se eu demorar para te visitar.
Importa se eu não te pedir permissão para sair.
E nem me deixas mais viajar para a cidade que gosto. Meus amigos são ameaças para você!

Afinal. Por que você quer tanto que eu acerte na vida como você acertaria se estivesse no meu lugar?
Você está vivendo a minha vida. Você está tomando conta dela, e com enorme medo de que eu perca meu apartamento na zona Sul. Você olhou para mim porque tenho algo que você queria muito viver.
Inveja.

Aquele namoro por causa do CD que te gravei no ensino médio; hoje só rola por causa do restaurante que eu te levei na sexta-feira. E se eu não te buscar em casa, não adianta de nada ter deixado você escolher o cardápio.

A gente queria viajar, mas você não topa andar de ônibus comigo.
A gente queria dormir na casa do nosso amigo depois de jogatina, mas você não queria entender que eu estaria ali por amizade a ele e amor a você. Você barra tudo porque não tem dinheiro para a cerveja que gostaria de tomar. Dane-se a minha companhia. Sem cerveja, melhor nem acontecer.
Afinal, era tudo pela cerveja, então.

Será que ainda me aceitariam com 24 anos, na escola do fundamental II?
Eu te ajudaria em química e biologia.
Você me empresta a lapiseira?
Eu desenho os átomos para você no caderno.

Você poderia encher minha squeezer de água?
E esquecer aquela cerveja que só te distanciaria dos meus olhos para um mundo semiconsciente?
Eu saberia que aquela cartinha era sua, afinal, só você tem caderno da Jandaia na aula de Física!
E a caneta azul é essa do seu bolso.
E quer saber? A caligrafia é sua. Brechei pela sua prova quando peguei com o professor para te entregar em segundo depois no fundo da sala.

Risca minha farda no fim do ano ao invés de me riscar da sua timeline e apagar minhas fotos.




Procurar uma rola é a solução para qual problema?

Oi, tudo bem?
Então, comigo está tudo ótimo.
Recebi esta pergunta hoje de um amigo, e confesso que fiquei muito assustada! haha


Na verdade, acredito que falar que rola é a solução para algo tem sido um discurso repetido por anos entre diálogos machistas, mas... assumo que posso compreender a pergunta sem muitas delongas e implicância sociopolítica.
Levando em consideração que rola terá a mesma significância de sexo em geral, independente de falarmos de heterossexualidade ou homossexualidade, enfim... Vou desenvolver a resposta para uma pergunta que traduz o questionamento do Liam, pois sei que jamais escutaria machismo proposital deste querido!

-Procurar uma vida sexual ativa é a solução para que problema?


Agora sim, vamos embarcar!
Vida sexual é a solução para muitos problemas e há quem arrisque dizer que para todos, mas não precisamos generalizar. Porém, o que me intriga é o que está velado por trás de tais cortinas, que muitas vezes esquecemos de pensar: o que significa uma vida sexual saudável e ativa?
Antes de conseguir este status de "estou transando bem e o suficiente" é ideal lembrar que alguns requisitos são extremamente indispensáveis.
Sexo bem alinhado, é como os demais setores da vida: meu trabalho vai bem porque eu me esforço para cumprir a rotina, não acumular tarefas, não gerar ambientes e situações hostis, por acordar trinta minutos antes e não atrasar, por sempre ouvir as críticas sem melindres, e por respeitar os outros quando preciso falar algo com saldo negativo; minha casa vai bem porque eu me esforço para manter tudo limpo, arrumado e mesmo que humilde, o conforto é garantido, pois posso deitar no chão da sala e sei que minha crise alérgica não será atacada. As cortinas estão alvejadas, e cada cômodo tem um purificador de energias para que até os visitantes desequilibrados sejam beneficiados e otimizados ao me visitar. E a minha vida sexual?
Minha vida sexual está indo bem porque eu cuido da mente, e não aprisiono as pessoas dentro dos meus sachês de egoísmo, porque eu tenho um corpo saudável e me preocupo em manter isso para que haja conforto e segurança ao estar em contato desnudo com outro alguém, porque eu falo bem, me sinto bem, respiro bem, sorriu bem, converso bem, trato meu parceiro bem, respeito o mesmo para que ele não se sinta objeto em situação nenhuma, dentro ou não de um relacionamento. Minha vida sexual vai bem porque minhas energias estão bem alinhadas e ao ficarem por horas em contato direto com as energias do outro, jamais danificarão as segundas energias.
O interessante é que se esses requisitos acima não estiverem bem, não só o sexo, mas outras coisas estarão extremamente danificadas.
O sexo está ligado diretamente ao quanto você é equilibrado ao lidar com laços próximos com terceiros.
Se você discrimina, desrespeita, generaliza, subordina, ou não entende que o seu espaço tem limites, com certeza você não é uma pessoa que transa bem e bastante. Como também não é uma pessoa que compra pão bem pois grita com a atendente, como também não anda bem por não entender que a calçada é lugar de pedestres e acaba querendo forçar os carros a esperarem seu tempo. E você também não conversa bem porque seus amigos cansaram de ouvir suas asneiras arrogantes.
É meu amigo, é por isso que te mandam caçar uma Rola.
É por saberem que se você aprender a equilibrar-se diante dos outros, aprenderá intuitivamente sobre respeito e limites.
O saldo é positivo, estando apto a transar (algo intrínseco aos humanos), você estará apto a abrir sua boca e lidar com o mundo.
Vá transar.

Pois procurar uma "rola" é a solução para todos os problemas ligados aos seus limites sociais e sentimentais.

É isso.
Um beijo para o Boechat.

LIVROS: O livro do bem

Ei Gente,
E aí?

Olha só, comprei um outro livro!! :x rsrs
Mas heeeeeeeeein, que livro lindoooooooooo!

O nome é O livro do Bem-Coisas Para Você Fazer e Deixar o Seu Dia Mais Feliz Por Indiretas do Bem, sendo uma obra de Ariane Freitas e Jessica Grecco, as administradoras daquele page do Facebook- Indiretas do Bem e é da Editora Gutenberg.
Consiste em lições para serem feitas, devagar, com amor, no íntimo, com cor e luz, com sentimentos bons para despertar saudade da felicidade e espantar o remoer de casos perdidos.


Foto: Este conteúdo é de uso limitado perante autorização da autora do blog

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O livro tem playlists lindonas, maravilhosas!!! <3
Estou apaixonada, e realmente cumpre o que promete.
Eu não sei se é por amar colorir, contornar, escrever, desabafar, colar, maaaaaas... eu me sinto em um parque de diversões!!! <3

Muito amor!
Comprem!

Na Saraiva tem promoção!!!
de R$ 29,90
por R$ 20,70


Beijos e acompanhem minhas páginas na #livrodobem, lá no instagram!
Postem suas artes e sentimentos...

SOU FEMINAZI: O direito de usar calcinhas e não lavar cuecas


Desde muito tempo observo uma cobrança intensa sobre as garotas de que ter um namorado é
significado de que está tudo bem com ela, e esse tal de status de relacionamento virou um check-in de “Corpo, Ok. Mente, Ok. Profissão, Ok. Heterossexualidade, Ok.”!
Este texto é voltado para a tantas que passam pela decisão de apenas não querer definir sua qualidade de vida e inclusão social em SOLTEIRA ou NAMORANDO.
Sou do time das que tentam ficar separadas por um tempo, mas sempre caem na rede sentimental. Nunca sai de casa pensando que naquela noite, finalmente, deveria encontrar um namorado de uma vez por todas. Acontecia.

Mas eu tenho ao meu redor mulheres que simplesmente seguem suas vidas tranqüilas e calmas, e não caem nessa rede sentimental nem por acaso como eu, por simplesmente optarem por outras prioridades e talvez por possuírem menos teor de “Alice in Wonderland” do que eu; e acho injusto demais quando vejo que o mundo as coloca em um lugar escuro e úmido chamado de “terra das encalhadas, mal comidas, titias, workholics, nerds, assexuadas, solitárias, lésbicas enrustidas”.  Atenção para as que são chamadas de lésbicas enrustidas- pois a ofensa não é ser lésbica, isso seria algo natural de mesma forma que ser hétero, o que não convence é esse papo de enrustida- cara, não ter um homem jamais vai definir orientação sexual, STOP, Please! Se ela for lésbica, não vai precisar ser enrustida, amor; cuspimos para o que vocês pensam sobre homossexualidade.
A minha grande dor, é ter que ouvir as regras sobre o que é uma mulher feliz.
A garota não pode estar sem vontade de dividir a vida naquele momento ou permanentemente?
A garota não pode se bastar em círculos de amizade?
Dói imaginar que sua vida sexual pode ser casual, segura e nem por isso banal?
Mas e se um garoto não quer namorar?
“Ah, certo estará este rapaz. Preocupações com namoro, noivado, casamento, só distraem seus focos profissionais. E mulher leva todo dinheiro que ele poderia aplicar em um futuro estável e confortável.”
Vou ser rude, ok? –Ok!
O MESMO VALE PARA AS GAROTAS, SOCIEDADE!
Um namoro pode ser bacana e tal, com momentos bons! Mas isso só acontece com quem está disposto naquele momento!!!
Nem todas são obrigadas a viverem como lindos flagelos de um relacionamento, onde o carro que elas andam depende do emprego do namorado.
CHEGA!


Elas querem comprar seus próprios carros! Elas podem, e quer saber? –Já estão comprando.
As casas delas são lindas, cheias de limpeza e organização sim, e usam os dois quartos do apartamento como closet e home Office, e sua lavanderia tem vasinhos com rosas mesquitas no lugar que possivelmente você esperava ser preenchido com cuecas e padrões de futebol do domingo.
Não queremos mais lavar suas cuecas.
Ninguém precisa lavar minhas calcinhas e eu vou usá-las mesmo que não existam cuecas por perto.
Não somos obrigadas.
Eu, mesmo sendo uma eterna apaixonada, levanto a bandeira de que preciso fazer o meu, e assim caminha a humanidade, sem o desespero.
Nunca esperei que um homem decidisse o que eu teria na minha vida, e muitas vezes comprei livros com aquele dinheiro da manicure.
Uma mulher não é menos ou mais por não está atrelada em um namoro.
Tantas independentes são mais felizes sem essa palhaçada de “Em um relacionamento sério com [o escroto que manda inbox saliente para todas].”
Eu tenho uma vida normal, e às vezes repenso em quantas curas do câncer eu poderia ter bolado com as energias que desperdicei ensinando um homem a ser homem, por namorar com ele e não tolerar a síndrome de Peter Pan. E claro, que no final, sempre deixei eles.
Era só um desabafo pelas minhas amigas mesmo.

Nada pessoal.



Beijos <3  
"O CHORO É LIVRE! "


CINEMA E COMPRA: Resenha do filme Lucy e George Orwell + TATTOO

Olá!!!

   Já venho avisando do quanto estou eufórica, e cheia de coisas na cabeça.
   Gente, eu nunca vi um filme que me virasse tantos as idéias como este.

Foto: |Reprodução
    Lucy, filme protagonizado por Scarlett Johansson, conta a saga de uma moça que entra numa furada de tráfico de drogas, por confiar no seu "peguete" Richard, e é usada como cavalo para transportar a droga C.H.P.4, dentro de seu baixo ventre para outro país, em nome de uma organização coreana de mafiosos.
   Durante a viagem, Lucy sofre agressões por se negar a um dos mafiosos que tentava molestá-la, e a bolsa de drogas é rompida dentro de seu corpo, causando os efeitos de modo extremo.

   Essa transformação é meio "Capitão América" pois se trata justamente da transformação de um personagem perdedor em um indestrutível herói.

   Aos poucos, Lucy vai buscando usar da sua nova vida de mutante como uma maneira de abrir horizontes da humanidade sobre o que é a existência humana e seus poderes quando se trata de abraçar o primitivo como fonte de aprender a ser mais e ter menos.

   O filme desafia todos os limites e qualquer barreira das ciências comuns, e se intitula como ficção científica; arrisco a dizer que um dos motivos é o fato da física quântica ainda ser dada como ficção, pois raramente consegue passar de teorias fantásticas e improváveis de ocorrer em nosso cotidiano.
Foto: |Reprodução
   Lucy vai alcançando gradativamente seu potencial cerebral, e entra me contato com o Dr responsável pelos estudos de evolução da célula, e existência humana.
Foto: |Reprodução
   O pesquisador termina portador de todo conteúdo experimentado por Lucy enquanto materializada, e guarda esses dados em um pendrive dado por ela.

   O filme cita o tempo como unificador, senhor das provas de existências de tudo que já foi visto.
Olá Albert Einstein. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

   Particularmente, como autora deste texto, quero explanar minhas percepções:

-Lucy tem um mundo que sempre se amplia. (Lucy in the Sky with Diamonds se refere a uma garota de olhos de caleidoscópio, brinquedo antigo que se trabalha com espelhos e o conceito de combinações e arranjos de figuras em infinitas possibilidades.)

   Abaixo a minha Tattoo, em homenagem aos The Beatles. "A girl with kaleidoscope eyes".
   -Ninguém quer saber disso, cara Suzana.
   -Xiu.


-Lucy está o tempo inteiro no filme lembrando para nós mesmo a importância de termos consciência do passado e do primitivo aos remotos tempos dos primatas. (Lucy é o nome dado ao fóssil AL 288-1, que é de um primata possivelmente fêmea, que remete estrutura óssea parecida com a humana, apesar de crânio pequeno. Ué! A personagem também começa como um ser ordinário e "evolui".)

-Lucy ao fim do filme diz que está em todos os lugares. (Como Deus? Por saber a verdade da vida?)

   Existem outras coisas que observei mas não vou citar, pois foge do foco.

   O filme é fantástico. Procuro livros que falem sobre essa coisa de desenvolvimento cerebral.
Valeu muito a pena, e ao sair do cine, sentir uma vontade inédita e comprei o "1984- G. Orwell" edição da Companhia Das Letras, mas fiquei desapontada pois não ganhei marcador de página da Livraria Cultura.

Foto: Este conteúdo é de uso limitado perante autorização da autora do blog.

Assim foi a minha noite de "Terça-Feira Cultural em Recife Chuvoso."
Espero que assistam e reflitam.
Um beijo.